• • atualizado às 08h45
Greve deixa 400 mil sem ônibus e causa filas em Florianópolis
Os trabalhadores decidiram paralisar as atividades na noite de domingo e não tem previsão de retorno
Uma greve de cobradores e motoristas deixa 400 mil usuários sem transporte público na região metropolitana de Florianópolis (SC) nesta segunda-feira. Os trabalhadores decidiram paralisar as atividades na noite de domingo e não têm previsão de retorno. Na madrugada de hoje, os ônibus foram recolhidos às garagens das empresas e os terminais de integração foram fechados.
A greve já era esperada em Florianópolis, e o reflexo na manhã desta segunda-feira foi visto nos terminais, que não tinham movimento de passageiros. Por volta das 6h, grandes filas se formaram em rodovias de acesso ao centro da cidade. Mesmo assim, houve quem foi pego de surpresa. "Estava viajando e cheguei ontem. Não sabia que não teríamos transporte e não vou conseguir chegar no horário ao trabalho", lamentou Betânia Schmittel, 28 anos, que tentava uma carona diante do terminal do bairro Rio Tavares, na região sul da cidade.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que 100% da frota circulasse pela manhã, mas a medida não foi cumprida. No entendimento de lideranças do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano (Sintraturb), a decisão estaria cerceando o direito de greve. Em assembléia realizada no fim da noite de domingo, os grevistas rejeitaram a proposta do Sindicato das Empresas de Ônibus (Setuf).
A prefeitura criou um esquema de transporte alternativo com cerca de 200 vans e micro-ônibus escolares cadastradas para atender aos usuários. Os preços estão pré-definidos e variam entre R$ 5 e R$ 7. "O problema é que não vi nenhuma parar aqui. Passaram duas ou três, que estavam lotadas", relatou a diarista Elizabete Santiago Chagas, 49 anos, que tentatava chegar até até a Lagoa da Conceição. "Pelo menos para ir embora minha patroa vem me trazer. Se não fosse assim, eu iria perder um dia de serviço", completou.








